INSTITUIÇÕES DE SOLIDARIEDADE: TABELA SALARIAL 2026 E REFORÇO NA VALORIZAÇÃO DOS DOMINGOS

Foi publicada a tabela salarial para 2026, com retroativos a janeiro, no âmbito do Contrato Coletivo de Trabalho entre o SITESE e a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).

Esta atualização introduz alterações relevantes nas condições económicas e normativas, com destaque para a valorização do trabalho prestado ao domingo.

Trabalho ao domingo passa a 100%

Uma das principais alterações é o reforço da compensação do trabalho ao domingo.  O trabalhador que preste trabalho normal ao domingo, em serviços que não suspendem atividade, tem direito a:

Acréscimo de 100% da retribuição, no que exceder dois domingos por mês

  • Esta medida entra em vigor a 1 de julho de 2026
  • Não se aplica a trabalhadores abrangidos por regime de turnos com complemento próprio
  • Não prejudica o direito ao descanso semanal

Uma medida com impacto direto num setor onde o trabalho ao fim de semana é frequente e essencial.

Reforço do descanso semanal

Foi também garantido:

  • Direito ao descanso ao domingo, no mínimo de seis em seis semanas
  • Descanso obrigatório e complementar consecutivos, pelo menos uma vez nesse período

Uma melhoria face ao regime anterior, reforçando o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Outras atualizações

  • Abono para falhas: 40,00€ mensais
  • Subsídio de refeição: 5,50€ por dia (quando não há refeição fornecida) ou valor equivalente em título de refeição dentro dos limites legais
  • Atualização da tabela salarial. A tabela salarial para 2026 foi atualizada, com efeitos retroativos a janeiro, abrangendo trabalhadores de diversas instituições do setor social.

Um passo que reforça direitos

Esta revisão representa um avanço importante, em particular na valorização do trabalho ao domingo e na organização do tempo de descanso.

Ao mesmo tempo, evidencia que o caminho de valorização dos trabalhadores do setor social exige continuidade, acompanhamento e reforço da negociação coletiva.

Onde há negociação coletiva, há progresso.

Onde há SITESE, há defesa dos trabalhadores.

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