RTP – CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA RTP PROPÕE CORTE SALARIAL 2026
Recebida a contraproposta da Administração no dia 18 de fevereiro, a primeira reunião de negociação coletiva discutida, na passada quarta-feira, trouxe uma proposta que traduz uma redução salarial e um ataque a direitos conquistados. Informamos, de forma clara e objetiva, o essencial do que foi apresentado pela Administração da RTP :•Aumento salarial:5€ por mês;• Fim da comparticipação da Empresa para o Seguro de Complemento de Reforma (cerca de 3% do vencimento);•Eliminação do subsídio de deslocação;• Aumento para 3€/mês na comparticipação do trabalhador para o plano Médis, sem melhoria de serviços;• Pagamento de 66€/ano por cada membro do agregado familiar para aceder ao plano Médis, nas mesmas condições do trabalhador. O que isto significa:A soma das medidas propostas transforma os 5€ anunciados num falso aumento: na prática, a maioria dos trabalhadores perde rendimento líquido, com impacto anual que se traduz em milhões de euros retirados aos salários. Acresce que a Administração propôs um aumento de 52€ para o nível 1 de desenvolvimento onde não existe quais quer trabalhadores da RTP. A Administração afirmou que “não está a diminuir os custos com pessoal, mas a olhar para os custos da Empresa”, e chegou a ponderar denunciar o Acordo de Empresa antes de apresentar a proposta. O presidente da RTP, Dr. Nicolau Santos , nesta reunião relembrou John Kennedy e parafraseou:“Está na altura de os sindicatos deixarem de perguntar o que a RTP pode fazer por eles, mas perguntarem o que os sindicatos podem fazer pela RTP.”Depois de 13 anos consecutivos de resultados positivos da empresa, mas também de 13 anos em que:• Durante seis anos os trabalhadores tiveram aumentos salariais zero;• Os subsídios de Natal e de férias foram retirados no período da troika e ficaram na empresa.• O trabalho extraordinário passou a valer metade;• Centenas de trabalhadores foram empurrados para falsos recibos verdes, sem direitos, nem estabilidade;• O salário médio da RTP perdeu quase 25% do seu valor relativo, face ao salário médio nacional;• Foram os trabalhadores os que sempre mais defenderam a Empresa e o Serviço Público. Àquela provocação os sindicatos respondem enaltecendo Vinicius de Moraes: “E foi assim que o operárioDo edifício em construçãoQue sempre dizia que simComeçou a dizer que não.” Os sindicatos rejeitaram, liminarmente, a proposta. Reafirmamos que os custos da empresa não podem ser suportados pelos trabalhadores. Cabe ao Conselho de Administração garantir gestão eficaz — auditar, monitorizar e implementar procedimentos corretos — e cabe ao Estado assegurar o financiamento do Serviço Público de Media, evitando a asfixia que conduz ao desmantelamento da empresa. Os sindicatos vão organizar um Plenário Geral de Trabalhadores para decidir as medidas de resposta. Daremos nota dos pormenores, oportunamente. A próxima reunião com o CA está agendada para dia 30 de março. Apelamos à participação ativa de todos, a defesa dos nossos direitos depende da presença e da voz coletiva. DOWNLOAD DO COMUNICADO
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